Aulas de Física no Parque de Diversões
O Universia publicou uma nota que relata a experiência de um professor de Física que costuma levar seus alunos a um parque de diversões.
A estratégia do professor consiste em explicar as sensações percebidas pelas pessoas que se divertem nos brinquedos do parque e, em seguida, os alunos são dispensados para poderem brincar à vontade no parque. O professor afirma que esta metodologia é boa para despertar o interesse e curiosidade da turma, mas que não é capaz de mudar a postura dos alunos com relação a gostar ou não da disciplina.
Mesmo que seja fundamental despertar a curiosidade e o interesse do aluno por determinado assunto, é importante salientar que apesar de necessários, o interesse e a curiosidade não são suficientes para que o aluno aprenda.
A compreensão de determinado fenômeno, dos conceitos envolvidos, de suas causas e efeitos (por exemplo, a sensação de “frio na barriga”) pode exigir certo nível de formalismo e aprofundamento teórico que o aluno ainda não possui. Além disso, pode exigir que o aluno aprenda algo que vá contra os seus conhecimentos anteriores - o que não costuma ser uma tarefa de fácil realização.
Neste sentido é fundamental o papel do professor, que deve atuar como mediador entre o conhecimento científico e o aluno, auxiliando o aluno no seu aprendizado e na mudança de postura quanto à disciplina.
Também é importante que se tenha em mente o tipo de educação que se deseja propiciar aos alunos e a educação que os alunos necessitam ter. Uma educação tradicional, focada nos cálculos, no preciosismo matemático, no formalismo e tradicionalismo ou uma educação libertadora, conscientizadora e formadora de cidadão críticos e preparados para lidar com a enorme quantidade de informações disponíveis por meio dos recursos tecnológicos-comunicativos? Ou quem sabe uma educação que busque uma síntese entre estes dois modelos?

